Procuradora da Mulher participa de encontro na ALEP sobre proteção e políticas públicas no Paraná
Com foco no fortalecimento das Procuradorias e na troca de experiências entre os municípios, a Procuradora Especial da Mulher da Câmara de Campo Largo, Melissa Rúbia Pinheiro Pereira participou, no dia 26 de março, do 7º Encontro das Procuradorias da Mulher, realizado na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).
O encontro foi conduzido pela Procuradora da Mulher no Paraná, a deputada estadual Cloara Pinheiro e a programação contou com a participação de autoridades da segurança pública, como a delegada-chefe da Divisão de Polícia Civil Especializada, Luciana de Novaes, e o tenente-coronel da Polícia Militar Cleverson Machado, coordenador do Centro de Políticas e Proteção a Minorias e Grupos Vulneráveis.
Entre os destaques, a delegada Luciana de Novaes apresentou dados sobre a violência contra a mulher e explicou como funciona o atendimento às vítimas após o primeiro contato, reforçando a responsabilidade dos agentes públicos na garantia de direitos e no fortalecimento das políticas públicas.
A ex-coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, Sandra Prado, também participou do encontro e destacou a importância da criação e fortalecimento da Rede de Atenção e Proteção à Mulher nos municípios. Já a major da Polícia Militar, Carolina Zancan, trouxe um alerta a partir de estudos recentes sobre feminicídio: segundo ela, cidades menores podem apresentar riscos maiores, o que reforça a necessidade de ampliar e interiorizar os serviços de proteção.
O evento também abordou o papel do Legislativo Municipal nesse contexto, além de promover a troca de experiências entre procuradoras de diferentes regiões.
Para a Procuradora da Câmara de Campo Largo, a participação no encontro reforçou que o município já está no caminho certo, mas também trouxe novos olhares sobre o atendimento às mulheres.
“Essa troca de experiências é muito positiva para o avanço da Procuradoria da Mulher. Lá a gente consegue analisar se estamos no caminho certo, como devemos agir, e principalmente entender que o nosso principal papel é acolher, encaminhar e orientar. Muitas vezes, a mulher só precisa ser ouvida, sem julgamentos. Também é nosso papel ajudar na conscientização e no caminho para a autonomia financeira, para que ela não volte a situações de violência”, destacou Melissa.
Entre os pontos discutidos, um dos principais foi a importância do acolhimento humanizado, baseado na escuta e no encaminhamento correto aos órgãos competentes. Outro desafio levantado foi a necessidade de melhorar a comunicação entre os serviços públicos, buscando integrar ainda mais os atendimentos e garantir mais segurança às vítimas.
A procuradora também ressaltou a importância da união entre as procuradorias e adiantou ideias que podem ser aplicadas no município, como ações em conjunto com a Patrulha Maria da Penha, levando informação e orientação para escolas e jovens.